Eucalyptus saligna Sm
Ocorre geralmente na região litorânea e nos vales das cadeias montanhosas próximas ao litoral de New South Wales, e ao sul de Queensland. A distribuição natural da espécie situa-se entre as latitudes de 28 a 35ºS, em altitudes desde o nível do mar até 1.000 m . A precipitação pluviométrica anual situa-se entre 800 a 1.200mm, chuvas uniformemente distribuídas durante o ano, ou concentradas no verão. A estação seca não ultrapassa 4 meses. Temperatura média das máximas do mês mais quente entre 28 a 30ºC e das mínimas do mês mais frio entre 3 a 4ºC. As geadas ocorrem numa intensidade de 5 a 10 dias/ano.
A madeira é indicada para uso generalizados. Freqüentemente a espécie é confundida com E. grandis em função das afinidades existentes entre elas. Em nosso Estado o E.saligna oriundo da Austrália, Mairinque ou Itatinga, produz madeira de maior densidade quando comparada ao E .grandis , e apresenta menor suceptibilidade à deficiência de Boro. Identicamente ao E.grandis, em áreas onde a deficiência hídrica seja severa, poderá ser atacada pelo cancro do eucalypto.
As características da madeira a tornam indicada para: laminação, móveis, estruturas, caixotaria, postes, escoras, mourões, celulose e carvão. Apresenta suceptibilidade às geadas severas, tolera fogo baixo, e tem alta capacidade de regeneração por brotação das cepas.
Em função do sucesso alcançado com a espécie no Estado de São Paulo, ela é recomendada para todas as regiões, com restrições a locais onde ocorram geadas ou deficiências hídricas severas.